será o dia da minha morte. Assim, provavelmente todas as chatices se acabarão. Todas as vezes em que sou confrontado com situações que dependem de todos mas que apenas eu faço. Talvez este grito de desespero chegue para mostrar que estou farto de viver no stress do dia-a-dia, em que o "é para ontem" reina.
E parar para pensar? Não é parar para pensar nos passarinhos que cantam tão belos e que dariam um poema fantástico da fauna portuguesa em pleno séc. XXI, mas pensar no pragmatismo da nossa vida para que esse pequeno ou grande poema se torne real. Existem coisas que por mais que não gostemos temos de fazer, para que o mundo e as pessoas circulem. Nenhum esforço é feito em vão, mas quando a maioria dos meus esforços são-me apontados à cara como se fosse um inútil da sociedade, a minha "tampa tem de saltar".
Se eu morresse amanhã, o mundo iria parar? Não. Então, a resposta a todos os dilemas de todos está aí. Parar é morrer, tal como deixar de agir. Não sou um super-homem, apesar de me comportar como tal. Já que vais mexer o dedo para mo apontar, aproveita e junta os outros dedos e o cérebro para algo de produtivo. Até lá, estou ocupado.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Movimentos
Um sem fim de movimentos diários
Não Apaguem a Memória
GAIA
Movimento dos sem namorados
Veggie Pride
Não te prives
Não Apaguem a Memória
GAIA
Movimento dos sem namorados
Veggie Pride
Não te prives
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Não desisto
O arquitecto Hundertwasser escreveu o seguinte: "If we do not honor our past we lose our future. If we destroy our roots we cannot grow.” (Se não honramos o nosso passado perdemos o nosso futuro. Se destruimos as nossas raízes não podemos crescer.)
Muitos o consideraram louco durante muito tempo, mas manteve os seus ideais e a sua palavra enquanto viveu.
Tal como ele, não quero desistir de nada nem de ninguém, e quero manter ideais para que o meu mundo não desabe. Não vou desistir das pessoas à minha volta, por mais que não me entendam ou que me magoem. Não vou desistir de ter um objectivo que quero alcançar, mesmo com todos os obstáculos e dificuldades de tudo e de todos.
Se tiver que provar com mais esforços e mais trabalho assim será. Vou ouvir todas as critícas, sem ignorar ninguém, mesmo que sejam feitas por pessoas que só me vão fazer perder o meu tempo. Mesmo esses merecem atenção, porque devem ter vidas vazias, e a atenção que lhes dou é vital. Também aprendo muito com eles, aprendo os limites da minha paciência e da minha vida.
Mas volto ao início do ciclo, e penso, não desisto. Não vou desistir, nem de nada, nem de ninguém.
Muitos o consideraram louco durante muito tempo, mas manteve os seus ideais e a sua palavra enquanto viveu.
Tal como ele, não quero desistir de nada nem de ninguém, e quero manter ideais para que o meu mundo não desabe. Não vou desistir das pessoas à minha volta, por mais que não me entendam ou que me magoem. Não vou desistir de ter um objectivo que quero alcançar, mesmo com todos os obstáculos e dificuldades de tudo e de todos.
Se tiver que provar com mais esforços e mais trabalho assim será. Vou ouvir todas as critícas, sem ignorar ninguém, mesmo que sejam feitas por pessoas que só me vão fazer perder o meu tempo. Mesmo esses merecem atenção, porque devem ter vidas vazias, e a atenção que lhes dou é vital. Também aprendo muito com eles, aprendo os limites da minha paciência e da minha vida.
Mas volto ao início do ciclo, e penso, não desisto. Não vou desistir, nem de nada, nem de ninguém.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
sono
Já não são horas de aqui estar. Já não sinto os dedos. Já não sinto os olhos. Já nem sei onde estou, se na sala se noutra divisão. Ao longe ouço ruídos estranhos da rua, que se parecem cruzar com as minhas mãos e com os meus olhos, que tendem a fechar.
Levanto-me, guiado pela voz dele. Cada passo que dou ouço mais uma palavra. Porque é que não me revolto e parto para outro lugar? Porque é que não fujo para que este problema desapareça?
A profundeza da noite envolve-me e não me deixa tornar real o meu instinto mais básico. Tenho de ficar. Tenho de melhorar. Tenho de me melhorar. Tenho de o melhorar. Tenho de... continuar e construir a minha felicidade na felicidade dele.
Aos poucos deixo de ser uma palavra estrangeira na minha própria língua.
Levanto-me, guiado pela voz dele. Cada passo que dou ouço mais uma palavra. Porque é que não me revolto e parto para outro lugar? Porque é que não fujo para que este problema desapareça?
A profundeza da noite envolve-me e não me deixa tornar real o meu instinto mais básico. Tenho de ficar. Tenho de melhorar. Tenho de me melhorar. Tenho de o melhorar. Tenho de... continuar e construir a minha felicidade na felicidade dele.
Aos poucos deixo de ser uma palavra estrangeira na minha própria língua.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Thriller
Saí de casa, e na minha cabeça ia apenas a canção dos "A Naifa - calças vermelhas". Como eu gostava também de ter umas calças vermelhas. Imagino-as com uma risca preta da cintura até aos pés. Imaginei também uma rua iluminada pela luz da meia-noite.
Depois pensei, mas o Michael Jackson já fez isso à 25 anos... e foi então que me deu o tic-tac do relógio, e era também o meu dia de anos.
Sem contar com nada, vi um embrulho. Por fora dizia várias coisas, como "Nem sabes o que aconteceu"ou "Surdos-mudos que rapam?", e lá dentro estava a resposta de eu ter acordado a pensar em calças vermelhas.
Agora o meu tempo livre é passado a fazer coreografias. É lamentável mas é verdade. Ponho o pequeno objecto redondo de plástico de parte por uns momentos. Lembro-me da razão do objecto, e recuo no tempo.
Abri os olhos e ainda estou no jantar. Olho à minha volta e estão quase todos lá. Uns esqueceram-se, outros não disseram nada. Talvez tenham dito, já nem me lembro a minha cabeça não está boa. Porque é que é tão difícil juntar todos agora? Fico contente por ainda conseguir pôr todos (não a uma mesa mas em duas - burocracias do restaurante) juntos.
Parece-me que ainda faltaram uns 10. E é mesmo assim. Estou cada vez mais dependente das pessoas. Vá, e uma vez por outra de umas calças vermelhas.... mas é só na passagem de ano, e é só para o Thriller.
Hoje acordei com desejo de panados de tofu... será que isso também terá uma explicação? Vou correr os albuns que tenho na sala....
... entretanto, vou continuar com o Thriller.
Wha wha.
uau uau
u u
.
Depois pensei, mas o Michael Jackson já fez isso à 25 anos... e foi então que me deu o tic-tac do relógio, e era também o meu dia de anos.
Sem contar com nada, vi um embrulho. Por fora dizia várias coisas, como "Nem sabes o que aconteceu"ou "Surdos-mudos que rapam?", e lá dentro estava a resposta de eu ter acordado a pensar em calças vermelhas.
Agora o meu tempo livre é passado a fazer coreografias. É lamentável mas é verdade. Ponho o pequeno objecto redondo de plástico de parte por uns momentos. Lembro-me da razão do objecto, e recuo no tempo.
Abri os olhos e ainda estou no jantar. Olho à minha volta e estão quase todos lá. Uns esqueceram-se, outros não disseram nada. Talvez tenham dito, já nem me lembro a minha cabeça não está boa. Porque é que é tão difícil juntar todos agora? Fico contente por ainda conseguir pôr todos (não a uma mesa mas em duas - burocracias do restaurante) juntos.
Parece-me que ainda faltaram uns 10. E é mesmo assim. Estou cada vez mais dependente das pessoas. Vá, e uma vez por outra de umas calças vermelhas.... mas é só na passagem de ano, e é só para o Thriller.
Hoje acordei com desejo de panados de tofu... será que isso também terá uma explicação? Vou correr os albuns que tenho na sala....
... entretanto, vou continuar com o Thriller.
Wha wha.
uau uau
u u
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quinta-feira, 26 de março de 2009
Eureka!
Existe algo comum, isso posso confirmar.
Algo acontece quando te sorrio e algo acontece também quando me sorris de volta.
Nem te conheço, nem tu a mim, nem temos de nos conhecer, somos iguais.
Podemos não ter o mesmo pijama às bolinhas, nem a cor da pele igual, mas eu e tu, e mais ele, e ela e aqueles três ali ao fundo somos iguais.
Isto tudo para te dizer que já sei onde estou. E se perguntarem por mim, diz simplesmente que estou bem. Feliz e bem. Consegues acreditar?
a ouvir - lykke li - I'm good, i'm gone, enquanto bebo um chá gengibre
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Se tivesse oportunidade este seria o meu monólogo
Corri várias cidades, na esperança de me identificar com alguma. Em cada sítio onde passei procurei sempre o Amor. Ao viajar, mais que o local, os sentimentos são para mim mais importantes. Raramente saio para conhecer um local desconhecido. Viajo sim, para rever pessoas, para conhecer os seus novos amigos e, para alargar o conhecimento cultural do Mundo onde vivo. Ao cruzar as ruas, associo também os cheiros dessas cidades aos do local onde vivo e das pessoas que conheço. Diariamente corro as ruas com o olfacto para me lembrar de amigos, familiares, vilas e aldeias.
Em cada local, sigo um percurso com poucas etapas. Primeiro tenho de me identificar com algo. Depois tenho de conhecer alguem. Depois, apaixono-me sempre. Venlo e Düsseldorf, foi por amor. Vilã Chã também. Escolhi Nijmegen e não Dresden, pela proximidade aos meus amigos e a outras pessoas que já conhecia em Colónia.
Aos 14 anos fui forçado a sair de casa, para uma cidade onde não conhecia ninguém, e aí, nessa cidade forte, farta, fiel, formosa e fria, aprendi aos poucos a ser como ela. Forte, sempre que é preciso; farto de tudo o que não me interessa; fiel a uma razão e a valores em que acredito; formoso, espero vir a ser um dia, e frio. A frieza apodera-se de mim, de várias formas, pois existe no meu nome, no meu coração, e nas noites de Inverno, quando os pés não querem aquecer.
Após este momento no espaço-tempo, decidi vir ao encontro das minhas raízes, para a "Mui nobre e sempre leal cidade de Lisboa", mas por circunstâncias totalmente alheias aos meus planos acabei na mina de Al-Maden, meu porto de abrigo, casa de todos os sonhos e local de forte influência científica e artística. Aí começei a tornar-me quem hoje sou.
Um acumular de problemas psicológicos, obrigou-me a sair por uns meses, para me reencontrar. Por mais cliché ou merdoso que isto possa soar, foi mesmo essa a razão. Vivi numa cidade pequena, e nunca nesse país tentei procurar as grandes metrópoles, por não me identificar. Um sítio onde as drogas e o sexo de qualquer forma é legal, tende a baralhar-nos os sentidos. Enquanto aí estava, mais por sanidade mental que por uma razão de currículo, aprendi que consigo tornar reais as ideias loucas e estranhas da minha cabeça, quer por esculturas humanas quer por colagens e fotografias. Nessa cidade o meu corpo parecia fraco, pois o coração encontrava-se a milhares de quilómetros do resto de mim, batendo lentamente e fazendo com o que o sangue e os sentimentos demorassem dias a percorrer a Europa.
Finalmente, voltei para a casa que me acolheu sempre com Amor. Essa casa, envolve-nos agora. São todos vocês, sou eu, são eles escondidos aqui ao lado, somos todos. Acredito nas pessoas, e é por causa delas que viajo.
Eu viajo para conhecer a minha geografia pessoal. Vénus, Eros, Agape, Cupido, Philia, Xenia, Storge e Ludus, viajam sempre comigo para onde quer que eu for. Neles e nelas, a íris dos meus olhos responde favoralvelmente às pessoas, às ruas, ao chocolate quente, e a todas as outras sensações que sinto quando cruzo avenidas, onde fisicamente nunca estive, mas que já corri em sonhos.
Obrigado amigos de "As Cidades Impossíveis".... fiquei a pensar muito na peça. Bom trabalho. :)
Em cada local, sigo um percurso com poucas etapas. Primeiro tenho de me identificar com algo. Depois tenho de conhecer alguem. Depois, apaixono-me sempre. Venlo e Düsseldorf, foi por amor. Vilã Chã também. Escolhi Nijmegen e não Dresden, pela proximidade aos meus amigos e a outras pessoas que já conhecia em Colónia.
Aos 14 anos fui forçado a sair de casa, para uma cidade onde não conhecia ninguém, e aí, nessa cidade forte, farta, fiel, formosa e fria, aprendi aos poucos a ser como ela. Forte, sempre que é preciso; farto de tudo o que não me interessa; fiel a uma razão e a valores em que acredito; formoso, espero vir a ser um dia, e frio. A frieza apodera-se de mim, de várias formas, pois existe no meu nome, no meu coração, e nas noites de Inverno, quando os pés não querem aquecer.
Após este momento no espaço-tempo, decidi vir ao encontro das minhas raízes, para a "Mui nobre e sempre leal cidade de Lisboa", mas por circunstâncias totalmente alheias aos meus planos acabei na mina de Al-Maden, meu porto de abrigo, casa de todos os sonhos e local de forte influência científica e artística. Aí começei a tornar-me quem hoje sou.
Um acumular de problemas psicológicos, obrigou-me a sair por uns meses, para me reencontrar. Por mais cliché ou merdoso que isto possa soar, foi mesmo essa a razão. Vivi numa cidade pequena, e nunca nesse país tentei procurar as grandes metrópoles, por não me identificar. Um sítio onde as drogas e o sexo de qualquer forma é legal, tende a baralhar-nos os sentidos. Enquanto aí estava, mais por sanidade mental que por uma razão de currículo, aprendi que consigo tornar reais as ideias loucas e estranhas da minha cabeça, quer por esculturas humanas quer por colagens e fotografias. Nessa cidade o meu corpo parecia fraco, pois o coração encontrava-se a milhares de quilómetros do resto de mim, batendo lentamente e fazendo com o que o sangue e os sentimentos demorassem dias a percorrer a Europa.
Finalmente, voltei para a casa que me acolheu sempre com Amor. Essa casa, envolve-nos agora. São todos vocês, sou eu, são eles escondidos aqui ao lado, somos todos. Acredito nas pessoas, e é por causa delas que viajo.
Eu viajo para conhecer a minha geografia pessoal. Vénus, Eros, Agape, Cupido, Philia, Xenia, Storge e Ludus, viajam sempre comigo para onde quer que eu for. Neles e nelas, a íris dos meus olhos responde favoralvelmente às pessoas, às ruas, ao chocolate quente, e a todas as outras sensações que sinto quando cruzo avenidas, onde fisicamente nunca estive, mas que já corri em sonhos.
Obrigado amigos de "As Cidades Impossíveis".... fiquei a pensar muito na peça. Bom trabalho. :)
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